Figueirense x São Paulo – Transmissão ao vivo

sao paulo x figueirense 300x123 Figueirense x São Paulo   03 – 09 – 2011 Jogos de  Futebol ao Vivo

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Em Florianópolis, Figueirense e São Paulo correm atrás de regularidade

Time catarinense quer voltar a vencer dentro de casa e aposta na força de sua torcida diante de um adversário que não sabe o que é ganhar há cinco jogos

Não existe melhor termo para definir as campanhas de Figueirense e São Paulo no atual momento do que irregularidade. Veja o time de Santa Catarina: veio à capital paulista e venceu o líder Corinthians. Depois, em situação muito melhor na tabela, perdeu dentro de casa e de virada para o rival Avaí por 3 a 2. Na última rodada, voltou a surpreender como visitante ao marcar 4 a 2 no Cruzeiro. O Tricolor paulista vive situação semelhante: apesar de estar no grupo da Taça Libertadores da América desde o início, o time não sabe o que é vencer pelo nacional há cinco partidas (empates contra Atlético-PR, América-MG, Palmeiras, Santos e derrota para o Fluminense).

montagem goleiros Wilson Rogério Ceni (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)
Goleiros Wilson e Rogério Ceni: personagens do duelo

Por isso, o duelo que será realizado às 18h deste sábado, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, chama a atenção. Na tabela de classificação, os paulistas levam vantagem, ocupando a quinta colocação, com 35 pontos, cinco a menos que o líder Corinthians. Já os catarinenses vêm duas posições abaixo, com 29. A partida será transmitida pelo Sportv e terá a arbitragem do cearense Francisco Assis Almeida Filho, que será auxiliado por Thiago Gomes Brigido e João Nobre Chaves.


header o que esta em jogo (Foto: arte esporte)

Figueirense: na sétima colocação com 29 pontos, o Figueirense quer a vitória para diminuir a distância para os times do G-4. O time catarinense vem de uma sequência irregular. Nos últimos três jogos, a equipe de Jorginho acumula duas vitórias e uma derrota. O Figueira venceu o Corinthians por 2 a 0, em São Paulo, na última rodada do primeiro turno. Jogando em casa, perdeu para o Avaí por 3 a 2, no clássico local, em seguida. Na última quarta-feira, voltou a vencer fora de casa: 4 a 2 sobre o Cruzeiro, em Minas Gerais.

São Paulo: o time aposta no bom retrospecto fora de casa neste Brasileiro para se recuperar na competição. Além disso, uma vitória seria importante para dar tranquilidade ao técnico Adilson Batista, que vem sendo muito criticado pela torcida nas últimas partidas.

header as escalações 2

Figueirense: o técnico Jorginho deverá manter a base do time que venceu o Cruzeiro na última rodada. A única mudança será a ausência do volante Túlio, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Com isso, a possibilidade é que Coutinho ganhe uma chance. O gol e a boa atuação na última partida devem valer vaga no ataque ao jovem Wellington Nem, ao lado de Júlio César. A formação do time catarinense deverá ser: Wilson; Bruno, João Paulo, Edson Silva e Juninho; Ygor, Coutinho, Maicon (Leandro Chaves) e Elias (Fernandes); Wellington Nem (Jackson) e Júlio César.

São Paulo: Adilson Batista terá dificuldades para escalar a equipe neste sábado. Sem dez jogadores, ele precisou chamar três atletas da base para compor o elenco na viagem. Por lesão, estão fora Bruno Uvini, Denilson, Fernandinho, Cañete e Dagoberto. Lucas e Piris servem às seleções do Brasil e do Paraguai, respectivamente. Jean, Juan e Wellington cumprem suspensão na partida do Brasileiro. O time deve entrar em campo com: Rogério Ceni; João Filipe, Xandão, Rhodolfo e Henrique Miranda; Rodrigo Caio, Casemiro, Carlinhos Paraíba e Cícero; Marlos e Henrique.

quem esta fora

Figueirense: o volante Túlio, que teve boa atuação contra o Cruzeiro, fica fora da partida contra o São Paulo por ter levado o terceiro cartão amarelo. Rhayner segue em tratamento no departamento médico do clube e também não deve jogar.

São Paulo: Bruno Uvini, Denilson, Fernandinho, Cañete, Luis Fabiano e Dagoberto, todos lesionados. Lucas e Piris servem às seleções do Brasil e do Paraguai, respectivamente. Jean, Juan e Wellington estão suspensos.

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Figueirense: Aloísio, Bruno Vieira, Coutinho, João Paulo, Juninho e Rhayner.

São Paulo: Rogério Ceni

header fique de olho 2

Figueirense: revelado nas divisões de base do Fluminense, o atacante Wellington Nem vai aos poucos conquistando espaço na equipe do treinador Jorginho. O jogador de apenas 19 anos já marcou três vezes, todas em partidas fora de casa, neste Brasileirão. O último tento foi na vitória por 4 a 2 sobre o Cruzeiro, na última rodada. Desta vez, o atleta tem a chance de balançar as redes pela primeira vez frente à torcida do time catarinense.

São Paulo: depois de ser contratado no mês passado e mostrar bom rendimento nas partidas, o zagueiro João Filipe teve seu passe comprado em definitivo pelo São Paulo. O camisa 21 deve ter uma função tática diferente na partida deste sábado, já que funcionará como um falso lateral pelo lado direito.

header o que eles disseram (Foto: arte esporte)

Júlio César (atacante do Figueirense): O clássico (contra o Avaí) faz parte do passado, fizemos um grande jogo contra o Cruzeiro (4 a 2) e agora precisamos manter os pés no chão. Sabemos que temos mais um jogo difícil contra o São Paulo aqui“.

Adilson Batista (técnico do São Paulo): É um time bem treinado pelo Jorginho, com uma marcação forte e com bom toque de bola. Temos de ter atenção a isso. As dificuldades (com desfalques) aparecem, e cabe a nós colocar o que entendemos ter de melhor“.

header números e curiosidades

* Quem venceu mais? Confira o histórico do confronto na Futpédia.

* Na história do Brasileirão, o Figueirense só venceu o São Paulo em duas oportunidades, ambas em Florianópolis: a primeira, em 2004, por 1 a 0, com gol de Genílson, e a segunda, em 2005, por 3 a 1, com gols de Michel Bastos e Adriano (2). Amoroso marcou para o São Paulo na ocasião.

* O primeiro jogo entre São Paulo e Figueirense na competição aconteceu no dia 17 de outubro de 1973, em partida disputada no Estádio Orlando Scarpelli, em Floripa. Na ocasião, o São Paulo venceu por 1 a 0, com gol de Pedro Rocha.

header último confronto v2 (Foto: arte esporte)
Figueirense e São Paulo se enfrentaram pela última vez no dia 28 de maio, no Estádio do Morumbi, na capital paulista. O time da casa venceu os visitantes catarinenses por 1 a 0, com gol do jovem meia Lucas aos 47 minutos do segundo tempo da partida.

Ausência de Luis Fabiano diminui o público, mas não os patrocinadores

Acordos fechados após contratação do atacante têm duração de um ano, mas ausência do camisa 9 certamente vai frear entusiasmo do torceodor

O torcedor são-paulino terá que esperar mais um tempo para matar a saudade do atacante Luis Fabiano. Contratado a peso de ouro no início de março junto ao Sevilla – custou € 7,6 milhões (R$ 17,5 milhões) – , Luis Fabiano tinha a expectativa de estrear no dia 27 de abril, contra o Goiás, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Depois, sempre por conta das dores, a previsão passou para 4 de maio, no duelo com o Avaí pelas quartas de final da mesma competição. De novo, retorno adiado. Operado nesta sexta, ele será novamente avaliado em três semanas, quando o departamento médico poderá dar uma nova previsão sobre a sua estreia.

A ausência de Luis Fabiano por um prazo maior do que o esperado não vai interferir nos contratos de patrocínio fechados pelo clube. Três empresas que assinaram com o Tricolor em 2011 (Copagaz, Yazigi e ALE) fecharam com o clube do Morumbi atraídos pelo presença do Fabuloso, que inclusive funcionará como garoto propaganda dessas marcas. No total, a reportagem apurou que o clube recebeu R$ 5 milhões. Para o vice-presidente de marketing, Julio Casares, que não quis confirmar os valores citados acima, o prejuízo é muito mais técnico, já que o atacante está fazendo falta ao time.

- É claro que ele em atividade é melhor para o clube, mas os contratos que foram fechados visando a exploração da imagem dele são de longo prazo, têm um ano de duração. Além do mais, estamos planejando uma série de ações para a estreia que vai demorar um pouco mais para acontecer, mas certamente acontecerá. Foi uma fatalidade e logo o Luis estará em campo para nos ajudar – afirmou o dirigente.

Gastos com o atacante

O valor recebido dos patrocinadores serve para contrabalancear o que o clube já gastou com  o atacante. Contratado em março, ele já recebeu dois meses de salário, que totalizam R$ 400 mil (o Tricolor é responsável pelo pagamento de R$ 200 mil, o resto é pago pelo BMG, seu principal patrocinador). Assim que fechou com o Sevilla, o Tricolor já pagou a primeira parcela aos espanhóis, de € 1,9 milhão (R$ 4 milhões). As outras partes serão pagas em 2012, 2013 e 2014.

Se em termos de patrocínio a ausência de Luis Fabiano não trará prejuízo, o mesmo não se pode dizer em termos de bilheteria. A diretoria contava com a presença do Fabuloso para levar um bom público ao estádio do Morumbi nas rodadas iniciais do Brasileiro. Sem o camisa 9 e com o time em fase ruim, a tendência é que o time tenha prejuízo nos primeiros jogos. Vale lembrar que a estreia em casa será no próximo dia 28 (sábado), contra o Figueirense, às 21h (horário de Brasília).

Reestreia ainda mais longe: Luis Fabiano passará por cirurgia

Atacante não conseguiu se recuperar de uma lesão no tendão da coxa direita

O que o torcedor são-paulino mais temia se confirmou nesta sexta-feira. O atacante Luis Fabiano será submetido a cirurgia em um dos tendões da coxa direita, localizado próximo ao joelho, e ficará pelo menos mais um mês afastado dos gramados.

Os trabalhos e tratamentos a que o camisa 9 vinha sendo submetido não foram suficientes para aliviar as dores que ele sente por conta de uma fibrose formada no local e o procedimento cirúrgico foi visto como a única solução para o atacante voltar aos gramados o quanto antes.

Neste semana, Fabuloso até treinou com bola e aparentava melhora, segundo os médicos. O atacante teve sua reestreia anunciada pelo clube por duas ocasiões. A primeira para o dia 27 de abril, no Morumbi, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Goiás, e a segunda, pela fase seguinte, contra o Avaí, também no Morumbi.

No entanto, nas duas ocasiões, os médicos do Tricolor decidiram por vetar o jogador, que ainda sentia dores consideradas insuportáveis por ele. Dois dias antes da partida contra o Avaí, Luis Fabiano chegou até a dar entrevista coletiva confirmando sua volta, mas no dia seguinte, voltou a sentir dores.

Desde então, o Tricolor tem adotado postura mais cautelosa quanto à recuperação do atleta e os médicos evitavam falar em um prazo para o atacante voltar a jogar. Ele se lesionou no dia 6 de março, pelo Campeonato Espanhol, quando ainda era jogador do Sevilla (ESP). Depois, foi contratado pelo Sampa e, a partir daí, o departamento médico do clube vem seguindo os procedimentos adotados pelo clube espanhol inicialmente, considerados corretos.

Dentro de instantes, o médico do São Paulo, José Sanchez, concederá entrevista coletiva aqui no CT da Barra Funda e explicará o porquê da escolha por operar o atacante são-paulino.

São Paulo começa Brasileiro como nos últimos dois títulos. Vai sorrir?

Tricolor entre com técnico pressionado e bancado por Juvenal. Garotos para sair da crise

O São Paulo vai começar o Brasileirão deste ano como em 2007 e 2008. Nas duas ocasiões, por pouco não teve seu técnico demitido. Muricy Ramalho, assim como com Carpegiani esta semana, acabou bancado pelo presidente. Os questionamentos foram muitos até que, em ambas as vezes, foi campeão.

Mas e agora, Carpa vai conseguir repetir o feito e, diante de um momento conturbado, levar o Nacional? A diferença é que, desta vez, o Tricolor não tem um grupo tão experiente, com jogadores maduros, como em outras ocasiões.

– É diferente. Temos um bom grupo, mas em outras épocas contávamos com jogadores mais maduros, que conseguiam superar as dificuldades. Agora estamos com muitos garotos, então temos de ter cuidado. De qualquer maneira, entramos pensando no título – afirmou Dagoberto

Ao lado de Rogério Ceni, o atacante está entre os mais antigos do elenco. Bosco, Alex Silva e Miranda, também campeões pelo clube e experientes, não devem ficar até o fim da competição. A dupla, com isso, vai ter de tomar conta da garotada e passar para eles como suportar momentos de crises e tamanha pressão. Luis Fabiano, que só deve estrear na segunda rodada, é outro calejado.

Jean, Juan e Carlinhos também não são tão novos. Rivaldo, que segue como opção de banco, é outro que pode ajudar. O problema é que nenhum deles assume em campo o espírito de liderança que é desejado.

Se quiser, como tem muitas opções no elenco, Carpegiani pode até escalar um time só de garotos. Ele já admitiu que não vai fazer isso, mas a tendência, a pedido de Juvenal Juvêncio, é de que dê cada vez mais oportunidades a eles.

Diferentemente de 2007 e 2008, o elenco são-paulino não é tão calejado. Mesmo assim, tem talento e busca espaço na história do clube. Carpegiani quer repetir Muricy Ramalho e, bancado pelo presidente, conquistar o Nacional. Para isso, vai ter de saber mesclar muito bem a juventude com a pouca experiência que tem em seu grupo. O são-paulino, há dois anos sem título, vai agradecer.

Elencos do  Brasileiro

Em 2006
Finalista da Libertadores, após perder para o Inter, Muricy não balançou. O treinador tinha chegado no começo do ano, então seguiu. Contava com um elenco experiente. Entre eles, Rogério, Junior, Lugano, Mineiro, Josué e Aloísio. Dos garotos, só Edcarlos foi utilizado.

Em 2007
Após perder do Grêmio nas oitavas da Libertadores, Muricy, mesmo atual campeão brasileiro, foi questionado. Juvenal o bancou. O Sampa contava com Ceni, Miranda, André Dias, Jorge Wagner, Junior, Souza, Leandro, Dagol, entre outros, com rodagem. Dos jovens, Breno, Hernanes, Sérgio Mota e Diego Tardelli.

Em 2008
Eliminado pelo Fluminense nas quartas da Libertadores, Muricy, por pouco, não foi demitido. Juvenal, de novo, o segurou. O resultado foi o tri nacional, que contava com as experiências de Borges, Rodrigo, Dagoberto, Richarlyson, entre outros. Da garotada, Cazumba, Aislan, Bruno, Jean e Wellington foram lançados.

Agora 'titular', Casemiro sonha com o título do Brasileirão

Volante herdou camisa número 8 que era usada por Cleber Santana

Em alta com o técnico Paulo César Carpegiani, Casemiro agora vai ser titular do time não apenas na escalação, e sim no número do uniforme. O volante, que antes vestia a camisa 29 do São Paulo, agora vai usar a 8 nas costas, número que era de do recém emprestado para o Atlético-PR, Cleber Santana.

- É importante jogar com um número considerado titular. Um número da sua posição. Mas não importa se é 29, 50, 100… o importante é ser titular e estou conseguindo ter uma boa sequência no time – disse ao site oficial do clube.

Promovido ao time profissional do Tricolor no início do Brasileirão do ano passado, Casemiro vem para esta edição da competição um pouco mais experiente. Após participar dos fiascos da equipe no Paulistão e Copa do Brasil, o volante só quer saber do título nacional.

- Temos de pensar no titulo. Estávamos focados na Copa do Brasil e, infelizmente, não fomos campeões. Mas a vida segue. Com este elenco que temos precisamos ir atrás de títulos – concluiu.

O São Paulo estreia no Brasileirão neste domingo, contra o Fluminense, às 18h30, em São Januário.

Liberação de Junior Cesar só depende de o Fla pagar Fla

Vice presidente do São Paulo, Carlos Augusto e Silva, diz que o acerto está próximo de acontecer

O acerto entre Flamengo e São Paulo por Junior Cesar está perto de ser definido. Segundo o vice presidente do São Paulo, Carlos Augusto e Silva, o desfecho da negociação só depende do Rubro-Negro. As três partes envolvidas já chegaram num denominador comum e só faltam detalhes para a confirmação do novo reforço para a lateral esquerda.

- Se o Flamengo pagar o valor que nós queremos pelo Junior Cesar, nós rescindimos o contrato e liberamos ele para o Flamengo – disse Leco, vice presidente do São Paulo.

Durante esta quinta-feira, o Rubro-Negro teve reuniões para tentar definir a situação e demonstrou otimismo quanto a um desfecho positivo das conversas. O tempo de contrato de Junior Cesar com o Flamengo ainda é conversado.

Na volta para casa, astros encontram um novo Campeonato Brasileiro

Ronaldinho, Liedson, Juninho e outros repatriados terão de se adaptar a uma competição transformada desde 2003, início dos pontos corridos

Eles saíram, rodaram o mundo, e encontraram a casa reformada. A edição de 2011 da principal competição do país tem como atrativo o retorno de nomes de impacto, como Ronaldinho Gaúcho, Luís Fabiano, Liedson, Juninho Pernambucano. Isso sem falar em outros cotados para voltar, como o zagueiro Juan, do Roma, e o meia Diego, do Wolfsburg. Todos terão de se adaptar a algumas peculiaridades do ‘novo’ Brasileirão. Nos pontos corridos daqui, clubes de tradição são rebaixados, favoritismos não se confirmam, a surpresa dá as caras rodada sim, rodada também. Basta dizer que há seis campeões diferentes em oito anos do novo formato.

Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, acostumou-se a estar na parte de cima da tabela na Espanha e na Itália. Depois de ser campeão espanhol duas vezes pelo Barcelona, além de jogar em uma pequena parte da recente conquista do Milan, o jogador disputará pela primeira vez uma competição brasileira com formato europeu. Em 2000, no último Brasileirão que disputou, seu Grêmio chegou até a semifinal depois de se classificar em décimo lugar na primeira fase. Uma recuperação que o modelo atual não permite. Hoje, chegar a novembro fora da zona da Libertadores com a camisa de um grande clube significa cobranças.

Neste ano, Ronaldinho defenderá um clube que é o retrato das oscilações típicas do Brasileirão. Campeão em 2009, o Flamengo lutou contra o rebaixamento até a penúltima rodada de 2010.

Para se ter uma ideia do choque que o astro enfrentará, nas taças erguidas pelo Barça nas temporadas 2004/2005 e 2005/2006, o Real Madrid era o único rival na luta pela conquista, como quase sempre. O terceiro colocado – respectivamente Villarreal e Valencia – não chegou nem perto de ameaçar. A diferença para esses “coadjuvantes de luxo” foi de 19 pontos em 2005 e 13 pontos em 2006. Um abismo que no Brasil só aconteceu uma vez nos pontos corridos, na primeira edição, quando o Cruzeiro alcançou 100 pontos contra 87 do Santos e 78 do São Paulo.

No ano passado, só dois pontos separaram o campeão Fluminense do terceiro colocado, o Corinthians (65 a 63). Em 2009, o Flamengo ergueu a taça com 67 pontos, dois a mais que Inter e São Paulo. Ronaldinho se diz confiante para encarar o equilíbrio da competição.

- Hoje em dia sou um dos mais velhos do grupo, é um momento diferente na minha carreira. E voltei ao Brasil com o objetivo de conquistar títulos. Vivo a expectativa de poder ajudar o Flamengo a fazer um excelente Campeonato Brasileiro como foi no Carioca – comenta, referindo-se ao recente título invicto.

Pentacampeão francês pelo Lyon, Juninho Pernambucano é outro que terá pela frente uma competição quase irreconhecível. O meia deixou o Vasco logo depois da conquista do Brasileiro de 2000, o quarto do clube. Com a mudança na contagem da CBF e os resultados dali em diante, o Vasco atualmente está atrás de Palmeiras (8), Santos (8), Flamengo (6) e São Paulo (6), além de ter a companhia do Corinthians na lista dos que têm quatro. Enquanto o Reizinho brilhava na França, São Januário se afastou das conquistas. Juninho tenta ajudar a mudar o incômodo retrospecto do clube nos pontos corridos. A melhor colocação foi o sexto lugar em 2006.

Em 2008, o Vasco foi rebaixado. Juntou-se ao grupo dos campeões nacionais que mudaram de divisão ao longo dos oito anos de pontos corridos – Bahia, Guarani, Grêmio, Corinthians, Coritiba e Atlético-MG foram os outros que sofreram.

Assim como Ronaldinho, Juninho está otimista para o desafio maior do que aquele que encontrou na França e no Qatar.

- Tecnicamente, o futebol brasileiro é muito melhor. O jogador que não gostar de treinar vai perder ritmo e sofrer com essa dificuldade. Mas não é o meu caso. Sempre gostei de treinar e o mais importante não é a quantidade de treinos, e sim a qualidade. Se você perguntar para quem trabalha comigo, todos vão dizer que eu posso jogar no futebol brasileiro. Mas o ideal é esperar e não falar antes – comenta.

Mudanças além da questão técnica

Além das reviravoltas na classificação ano a ano, as estrelas encontrarão um campeonato mais caro. Liedson, Juninho, Ronaldinho e Luís Fabiano deixaram o país numa época em que o maior salário nacional era o de Romário, que ganhava pouco mais de R$ 500 mil no Vasco em 2000 – valor que diminuiu para cerca de R$ 300 mil na transferência para o Fluminense. Hoje, quase todos os grandes clubes possuem pelo menos um jogador neste patamar. Fred, Neymar, Kleber, D’Alessandro, Felipe…não faltam exemplos de milionários da bola pelo país.

A administração, no entanto, ainda é de terceiro mundo. As dívidas crescem ano a ano. Passivos trabalhistas aumentam no ritmo das cobranças por resultados. Mas, às vezes, contratações certeiras salvam um ano. Foi o caso de Adriano no Flamengo em 2009. O atacante fez 19 gols na campanha do título. O Fluminense campeão de 2010 também estava longe de ser um time barato.

Pressionado depois da eliminação na Libertadores, o Corinthians investiu alto. Sem Adriano, machucado, o principal nome é Liédson. O atacante é outro iniciante no novo modelo de Brasileirão. Pegou só o começo da mudança de formato. Depois de ajudar o Flamengo a escapar do rebaixamento com 14 gols em 2002, foi seduzido por melhores perspectivas no Corinthians, vice-campeão naquele ano. Mas sua trajetória no Brasileirão de 2003 durou pouco. Foram 18 jogos e 10 gols. Partiu rapidamente para o Sporting. Nos sete anos de Campeonato Português, não foi campeão. Mas se manteve sempre entre os quatro primeiros. Um desempenho que, no Brasil, seria considerado invejável. Aqui, nenhum clube conseguiu se manter no topo de 2003 a 2010.

De todos os medalhões que voltam, Luís Fabiano é o mais “experiente” no modelo. Jogará no time do insatisfeito Rivaldo, outro sem conhecimento de causa quando o assunto é Brasileirão por pontos corridos. Já o Fabuloso tem uma breve história para contar neste formato. Com 30 gols, foi vice-artilheiro em 2003. Depois, transferiu-se para o Porto depois de cinco gols em oito jogos no primeiro turno da edição de 2004. Na época, o São Paulo ainda se preparava para virar a potência do tri em 2006/2007/2008. Agora, o atacante retorna com a responsabilidade de recuperar o prestígio do Tricolor, que ano passado ficou pela primeira vez fora da zona da Libertadores.

- Salvador eu não sou. Ninguém ganha sozinho. Conta com a ajuda de todos. Venho para contribuir e para fazer gol, que é o que eu sei fazer – comenta o Fabuloso.

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